8.1.10

Já lá vai

mas aqui ficam umas fotos do Natal. Este ano o Pai Natal teve direito a uma bolacha dietética, as preferidas da Joana, e a leite com chocolate.

Tive a sensação que o Natal me passou completamente ao lado. Muito trabalho até dia 24 e uma mega dor de dentes fulminante ausentaram-me em espírito desta quadra. A dor deixou-me à beira de um ataque de nervos e dois clonix's de cada vez apenas me faziam umas cócegas na dor. Duas horas mais tarde já estava eu a subir às paredes. Andei encharcada em analgésicos mas nada me aliviava. Nem o antibiótico fazia efeito. Acabei o dia 25 no Porto, numa clínica de urgência, três horas de boca aberta com mais de dez anestesias que teimavam em não pegar e no fim lá se foi o dente quase tirado a sangue frio. Um pesadelo. Até aí não tive capacidade para conviver, nem para me entusiasmar com as miúdas a abrir presentes. Mas depois desforrei-me em miminhos nelas, nos Açores, já restabelecida de tudo. Tive pena de ter estado assim. Senti-me mesmo em baixo e sem ânimo para nada. Alucinada com dores, já só chorava.

À parte disso, os presentes foram mais que muitos, mas destaco a mesa de ferramentas que a Joana escolheu num catálogo de brinquedos e que a avó ofereceu. É que só ela. As meninas todas a escolherem coisas cor-de-rosa, cheias de folhos e purpurinas e ela escolhe uma coisa com o nome de MECABOY. Do outro lado o oposto, a Rita com roupas e asas de fada e um microondas para cozinhar. Uma princesa moderna.

7.1.10

Já voltámos.

O voo de ontem foi pacífico num Airbus 330, cheio de estabilidade mesmo com a ventania do costume. Mesmo assim, o meu medo de voar intensificou-se drasticamente nestas férias. E nesta viagem parecia uma louca com ouvido de tísica atenta a todos os barulhinhos.

Nem referi isto no post anterior mas houve um momento durante o tal voo sulipanga em que ouvi um alarme, uma sirene. Não sonhei, ouvi mesmo. Um som diferente, assim mesmo de emergência. Logo de seguida o comissário de bordo entrou para o cockpit e fechou a porta e pronto, pensei logo que estava a receber instruções para uma aterragem mais forçada ou de emergência. Fiz logo o filme todo. Agarrei-me ao folheto e pus-me a estudar rapidamente as posições.

Um bocado antes, depois da descolagem atribulada ainda perguntei à hospedeira se estava bom tempo na Terceira onde iamos aterrar. Ao que ela me respondeu: penso que sim, pelo menos há bocado quando descolámos não fez tantos estragos como agora.


Estragos. Coisa fantástica para se dizer a uma passageira nervosa. Na minha cabecinha apavorada estragos podem ser: uma cauda partida, uma fissura na parede que pode abrir e sugar-nos a todos, uma asa que descolou e voou para parte incerta, o trem de aterragem que caiu ao mar, bacias partidas por causa do cavaló. Enfim.

Andou a dar copinhos de água lá atrás para passageiras piores do que eu e a mim diz-me uma coisa destas. E o Nuno numa excitação querer comentar a descolagem porque não estava ao meu lado. Viste Inês, mas tu viste? Chhh, não quero falar!! Não sei se já reparaste mas ainda estamos dentro da máquina!!

E a Rita adormeceu. Não há nada como ser criança e só ter medo do bicho papão.

3.1.10

Como eu dizia,

é mais agradável estar em terra firme num aeroporto do que num aviãozinho medonho a hélice com mau tempo.

O avião levantou voo com ventos fortíssimos e o resultado foi um descolar bastante atribulado. Fora o resto. Mal se recompôs dos ventos em pista, levantou voo e levou um chimbalau lateral que o empurrou fortemente para um lado e logo a seguir para o outro. Depois apanhou dois grandes poços de ar ainda a poucos metros do mar e andou aos soluços, para baixo e novamente para baixo. Logo na altura mais vulnerável do voo que é a descolagem.

O resto do viagem foi vivido em sobressalto por toda a gente. Falando por mim, posso afirmar que estava absolutamente em pânico agarrada à Joana como se fosse ela a mãe e eu a filha. Nem consegui fingir. Sou muito pessimista no que diz respeito a viagens de avião e penso o contrário da maioria das pessoas. Para mim é uma sorte quando os voos correm bem e não o contrário. As estatísticas não me convencem e sinto que estou sempre a arriscar-me cada vez que me enfio num avião. Apesar de tudo não deixo de o fazer porque gosto mesmo muito do resto, da parte das férias num sítio diferente. Acredito que há pessoas bem piores que eu. Mas desta vez achei mesmo que podia tudo acabar mal.

Logo a seguir a aproximação à Terceira, mais uma ilha fustigada por ventos muito fortes. Muitas sacudidelas. Dentro das nuvens então nem se fala. Num avião pequeno sente-se tudo e a sensação que deu é que mais uma rajada daquelas e ele virava-se de vez. Respira fundo, dizia-me o Nuno, respira fundo, qual quê. Uma nervoseira daquelas que só acabou com a aterragem não sem antes imaginar que o avião ia borregar. Só podia. Ou então bater com uma asa no chão.

É que nunca mais. Aviões destes, never jamais. E terras ventosas então. Fora de questão. Totalmente fora dos meus mapas de férias.

Há mais de 3 horas no aeroporto do Faial

à espera que o mau tempo abrande para apanharmos um daqueles mini-aviõezinhos medonhos a hélice para a ilha Terceira.
Quais 4 estações num dia, aqui é sempre Inverno!
Por outro lado, é mais agradável estar em terra firme num aeroporto à espera de um aviãozinho medonho a hélice do que estar propriamente no aviãozinho medonho a hélice dentro de núvens negras e no meio de ventos ciclónicos.
Mas vá, siga.

23.12.09

Feliz Natal!

da Rita.
da Joana.

Isto vamos para velhas

e recebemos cada vez menos prendas. O Natal é das crianças pois. Mas eu gosto de receber presentes. : )

Este ano, a Joana na primária já não faz aqueles miminhos que nós tanto gostamos de receber no Natal, quando ainda andam na infantil. Têm expressão plástica para quê, se não é para nos fazerem prendas no Natal, dia da mãe e do pai? Humpf.

Mas a Ritinha ainda é pequenina e ainda tem festa de Natal em que cantam músicas lindas aos pais, mesmo que quase não se ouçam com tanta vergonha. A Rita esteve ali à beirinha de um ataque de choro, tal era a vergonha de ter tantos adultos a olhar para eles. Depois o colega do lado chorou porque como bom sportinguista ferrenho não queria um barrete vermelho na cabeça, o da frente queria a mãe e ela esteve ali com a beiça a tremer, e eu cá à frente a fazer-lhe caretas malucas, com os olhos tortos e língua de fora e ela lá se aguentou a cantar, musiquinhas de Natal, vestidinha de vermelho. Em casa depois fez um show privado, já muito mais vivaça.

E no fim da festa, uma prenda. Yes! Uma bota com estrelinhas e decorações feitas com carimbos de batata. Tão gira.

E pronto, amanhã é Natal e eu cá espero que me passem as dores desgraçadas que tenho num dente ou passo as festas drunfada com clonix e afastada de tudo o que é comida porque mal consigo mastigar o que não é mau de todo visto de uma certa perspectiva.

A seguir rumamos aos Açores onde esperemos que o mau tempo dê à sola. Por isso notícias agora, só mesmo em Janeiro. Feliz Natal e um ano novo fantástico para todos.

20.12.09

Cartinhas entregues.

18.12.09

Desde que aprendeu a escrever

que me deixa papelinhos na almofada de vez em quando. Umas vezes estica-se e debita frases atrás de frases. E ainda sem o alfabeto todo aprendido, já dá para escrever uma data de coisas. Outras vezes são verdadeiras cartinhas de amor à sua mãe em que me chama de maluca.

Os testes correram muito bem e as notas foram todas Muito Bons, tirando a matemática que teve um pontinho no "muito bom" porque errou uma conta. 2-2=2. Apeteceu-lhe pronto. Estou curiosa com a avaliação do período para saber afinal como estamos de comportamento e coisas do género, porque o que ela me conta leva-me a crer que é uma anja que temos aqui em casa. Só falta a auréola tal é o comportamento exemplar que tem na sala. Isto é o que ela me conta. Depois a professora de fugida lá me vai dizendo "muito distraída", "muito apressada" e remata com o "muito trapalhona". E essa Joana eu já reconheço.

Mas agora está de folga, como ela diz.


E como trouxe tudo para casa, porque vai de férias, lá vi que precisava mesmo de um lápis de substituição.

14.12.09

Era para ser um presente

mas não resisto. Fica para mim. : )

É uma capa para livros e é linda e perfeitíssima. Já aqui disse que deliro com pintinhas? Em tudo. E adoro o embrulho com o naperon de bolos. Veio
daqui.

9.12.09

Hoje a Joana

ia ter o seu primeiro teste. E eu estou em pulgas para saber como correu. Aliás parvoíce das parvoíces: sonhei que era eu que lá estava na sala a fazer o teste e como sempre em sonhos parvos destes, sonhei que não conseguia fazer, que o lápis não tinha bico, que o tempo acabava e eu não tinha feito nada, e que não tinha levado os lápis de cor para pintar os desenhos. Palavra de honra que não estava nervosa por ela, estou entusiasmada. Não percebo este meu subconsciente.

Ela ia na maior, nada de nervos, descontraída como se fosse para um dia igual aos outros.

E tu vê lá, não faças tudo à pressa, faz as coisas com calminha, volta atrás para reveres.

Oh mãe mas nós temos tempo! Não posso voltar atrás. Tenho que me despachar.

Depressa mas bem, que tu és uma alvoriada e depois esqueces-te dos pontos finais e das letras maiúsculas nas Lilis, Mimis e Tós.
E não copies do Filipe.

Eu sei mãe, não posso olhar para os lados senão tiram-me o teste e dão-me zero.


Medo. O meu bebé já faz testes. E já sabe que não pode copiar.

8.12.09

Hoje foi dia de reclamações.

A primeira foi direitinha ao Teatro Tivoli, onde fomos ver uma peça infantil que por acaso aconselho bastante (O Mundo dos Sonhos). A peça deveria ter começado às 16h mas perto dessa hora eram mais as pessoas que estavam lá fora na conversa do que as sentadas cá dentro. A peça só começou meia-hora depois. Fico furiosa com este tipo de atrasos e com o facto dos espectadores pontuais terem que esperar meia hora para que os descontraídos decidam terminar as suas conversas de carácácá e fazerem-nos o favor de entrar.

Ainda mais numa peça para crianças. Se para nós já é uma saturação olhar para o pano corrido, para as crianças então só lhes resta perguntar de minuto em minuto "quando é que começa??". A Joana chegou mesmo a dizer que não valia a pena chegar a horas. Compreendo que tenha que haver alguns minutos de tolerância, mas 30 minutos é um excesso. E depois enerva-me profundamente ver pessoas a chegarem às 16h20 na "descontra" como se ainda faltasse meia hora para o começo do espectáculo. Apetece-me pôr subtilmente a perninha de fora e passar-lhes uma rasteira.


A outra reclamação foi para os cinemas Alvaláxia. Fui com as meninas ver a Sininho que é um filme para M/4. Quando não foi o meu espanto que um dos trailers tenha sido o do filme "Uma Aventura na Casa Assombrada" que é um filme para M/12. Desde almas penadas, fantasmas, esqueletos, fora a violência. Não acho normal que ninguém tenha massa cinzenta para perceber que isto não são imagens para crianças tão pequenas verem. Já nem falando no anúncio do ZonCard com imagens vampirescas e violentas do filme Lua Nova. A Joana teve o tempo todo de cara tapada. E a Rita de olhos esbugalhados. Fiquei danada. Achei completamente desajustado.

E por isso hoje, para exorcizar estas minhas danações, lá foram uns quantos mailinhos simpáticos. Não é que sirva para alguma coisa, mas pelo menos despejo o saco.

7.12.09

Room Makeover.

Só tenho pena de não ter fotos do "antes". Há quase dez anos que tinha no meu quarto este quadro e como tal, toda a decoração rondava o vermelho e amarelo. Eu que já sofro naturalmente de insónias, entrava no quarto e trás! levava com aquele folclore todo de cores quentes que me despertava os sentidos durante dias. Enjoadíssimos de tanto vermelho e amarelo queríamos tornar o quarto mais suave, mais calmante.

O quadro foi despachado para o hall. Comprámo-lo nas ilhas Phi-phis na Tailândia durante a nossa lua-de-mel. É uma imitação pintada mesmo numa tela com 1,20m x 90 cm. E transporta-me para paragens quentinhas. Mas já teve o seu tempo. Substituimo-lo por três molduras com fotos a preto e branco das meninas no Brasil. Os cortinados vermelhos arghhhh! foram sustitiuidos por uns lilazes, os candeeiros rústicos todos desengonçados foram para a arrecadação para o corredor da morte e tudo o que era molduras de madeira natural foram banidas. E para dar alguma cor, pusémos um autocolante lindo que nos deu uma dor de cabeça para ficar todo direitinho.

Agora sim, posso dormir em paz.

1.12.09

Este ano

a nossa árvore tem novos anjinhos feitos por elas durante os dias em que estivemos enclausuradas em casa por causa da gripe.

O presépio continua o mesmo, o dos Pinipons, mas este ano foi difícil encontrar o menino Jesus que andava misturado com outros bebés pinipons nas caixas desarrumadas nos quartos delas.

O calendário de advento este ano foi completado com gomas e chocolates que é verdadeiramente o que elas gostam. No ano passado ainda inventei e enchi-o de autocolantezinhos e bloquinhos e coisas pequeninas giras, mas os olhinhos delas vibravam mesmo quando lhes calhavam guloseimas por isso este ano deixei-me de coisas. Em Janeiro vão ao dentista e logo ajusto contas com as cáries.

Como é que de repente já estamos no Natal é que eu gostava de saber... Ainda agora estávamos a queixar-nos dos dias de Verão tardios em Outubro e de repente já estamos a comer guloseimas dos calendários do Advento. Mas adoro o Natal e é bom saber que logo a seguir os dias começam a ficar ligeiramente mais compridos e que é um tirinho até ao Verão novamente.

27.11.09

Cá por casa

faz-se aerossóis com muito estilo!

25.11.09

O nosso Inverno

vai ser mais tranquilo, agora que a Joana já faz parte das estatísticas dos engripados com a letra A. O surto entrou na escola pela turma da Joana. Quase metade da turma está em casa com sintomas gripais e os da Joana não enganavam. Mesmo assim preferimos fazer o teste para termos a certeza e hoje recebemos o resultado positivo. Fiquei contente, porque o pior já passou e sendo assim ficamos o resto da estação descansados. Acaba-se já com os desinfectanços compulsivos e com o pânico do espirro do vizinho.

A Joana já está melhor. Febre só mesmo de madrugada, vá-se lá perceber porquê. Até ontem tinha muitas dores de cabeça e passou os dias atirada para o sofá quase sem reacção. A tosse essa veio de repente logo muito cavernosa. Foi a única altura em que me assustei um bocadinho, mas os aerossóis fazem mesmo milagres e por isso lá vão desprendendo a porcaria e mesmo tossindo mais agora, já não é aquela coisa estridente, rouca e aflitiva dos primeiros dias.


A Rita, essa deu negativo. Teve 39 de febre também no domingo, mas assim como veio, também se foi. Deixou por cá a amiguinha "farfalheira" e a companheira de vida "tosse" mas de resto está como se nada fosse. A minha dúvida é apenas se ela não apanhou mesmo, ou se ainda está para apanhar. Porque a vacina demora 2 semanas a imunizar e portanto ela ainda estaria desprotegida. Mas no meio desta festa bárbara de tosses custa-me a crer que ela conseguisse safar-se. Estou convencida que a vacina já fez algum do seu trabalho e assim sendo, foi mesmo mesmo a tempo. Uma tangente.

Por isso o bicho papão da gripe A dissipa-se e dormimos todos mais descansados. Até à próxima pandemia...

20.11.09

Uma amiga

que vai ser mamã e que não vai ter tempo para se dedicar à bijuteria como até aqui, está a fazer um leilão de material. Tem coisas para todos os gostos. Quem estiver interessado, clique aqui.

A minha resistência física

está a melhorar a olhos vistos. Andava a correr com a inclinação quase no máximo. Punha assim para andar e para exercitar bem as pernas e quando era altura de correr esquecia-me de baixar. Só faltava uma mochila nas costas com uma bigorna lá dentro para dificultar ainda mais. Resultado, bofes descompensados logo nos primeiros 10 segundos, uma pontada forte no coração e língua pendurada.

Agora não, quando é para correr, lá me lembro de baixar a inclinação e tenho aguentado muito mais tempo. Claro que nos míseros 13 minutos diários que estou na passadeira faço dois terços a andar bem depressa e com inclinação alta e um terço a correr. Mas para mim, que sou do mais preguiçoso que há para fazer desporto, acreditem, é um feito. E o coração já não bomba a 200 pulsações ou mais como era meu hábito. Agora mantém-se ali pelos 160/165 e quando chega aos 170 abrando.

Ainda é muito curta a distância que faço e as calorias que gasto são de bradar aos céus. Mato-me a correr e no fim a máquina diz-me que só gastei 124 calorias. Apetece-me estrangulá-la e mandá-la para a arrecadação tapada com uma manta velha e esburacada. Mas não interessa, o que interessa é que me estou a sentir bem, mais enérgica e saudável. E a preguicite já era.

19.11.09

Hoje fomos à vacina.

Eu e a Rita já não apanhamos gripe A. Fomos as duas aconselhadas a tomar, eu por ser asmática, a Rita por ter problemas respiratórios. Andamos há semanas a hesitar. Ouve-se tanta coisa, tantos disparates que nos deixam com a pulga atrás da orelha. E o que é facto é que a vacina tem riscos. Mas riscos que todas as outras vacinas têm e que nós damos aos nossos filhos sem pestanejar. A BCG por exemplo foi das mais polémicas e a da Hepatite B também deixou os médicos desconfiados quando apareceu. E lá estão elas agora no Plano Nacional de Vacinação.

Em relação à Rita os médicos foram peremptórios em afirmar que ela tinha propensão para desenvolver complicações respiratórias por causa de todo o historial que tem. E as complicações respiratórias neste caso podem ser pneumonias gravíssimas que muitas das vezes não se conseguem curar com antibióticos. E entre o risco dela apanhar gripe A e ter uma complicação destas e o risco dela desenvolver um efeito secundário grave por causa da vacina, o primeiro lado tem mais probabilidades de acontecer e por causa disso tomámos a decisão de seguir e confiar nas instruções dos médicos.

No meu caso também fui aconselhada a vacinar-me pois um asmático, mesmo que seja um asmático leve, tem também mais propensão em desenvolver complicações. Até me podia passar ao lado, mas prefiro não arriscar.

99% de mim está descansada. 1% de mim tem algum receio. Mas já está. Agora tenho é que deixar de ver os telejornais.

17.11.09

Marcadores de Livros

Impresso em papel fotográfico mate. Personalizável com fotografias à escolha. Possibilidade de personalizar também a frase em baixo. Inclui fita de cetim. Medida 5 x 18 cm.

Preço: Pack de 4 (com 1 ou 2 fotos): 8 euros*
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Calendário 2010

Calendário de secretária personalizado, com fotos à escolha: filhos, netos, sobrinhos, amigos, viagens, livros, paisagens. Tudo é possível. A foto será transformada em preto e branco e deixarei sempre um detalhe de cor, quer seja um chapéu, um brinquedo, uma peça de roupa, uma flor etc.

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Calendário-cubo

Novidade Umbigo para este Natal.

Cubo em acrílico com capacidade para 6 fotografias com dois meses cada. Medida do cubo 9 x 9 cm. Fotografias trabalhadas para ficarem a preto e branco apenas com um pormenor de cor. Impressas em papel fotográfico.


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13.11.09

Já cá está a machine

e estou com aquela sensação de quando chegamos a casa vindas da maternidade e nos vemos sozinhas com um primeiro filho nos braços, sem saber bem o que lhes fazer e sem ajuda das enfermeiras experientes. Medo.

A única diferença que me ocorre entre as duas coisas é que uma tem livro de instruções e a outra não tem, pronto.

Está-me cá a parecer

que tudo à minha volta anda em dieta. Fora de época, que a febre das dietas costuma começar lá para a primavera. Se calhar devia aderir à moda porque o pneu na minha barriga está a perder a compostura. E mais agora, que vou ter a machine e já toda a gente me disse que a machine faz engordar. Os doces fazem-se num instante e por isso um leitinho-creme assim à noite, feito em 5 minutinhos, é sempre uma alegria para a alma.

Adoro comer. E como muito. Sempre tive muita sorte de ter um metabolismo amiguinho, porque para a quantidade de coisas que como, já podia ser uma bola. Mas sou magra, tirando o parvo do pneu. Gosto tanto de comer que, quando era mais pequena, chegava a comer dez carcaças com manteiga ao pequeno-almoço. Chegava da escola e comia bifes fritos ao lanche. Agora já não faço estas alarvidades, não porque não me apeteça, mas porque tenho juízo. Como é taças de chantili à noite enquanto vejo televisão (só faltava o spray de chantili directo para a boca, como nos filmes), como petit gateaus fora das refeições, cozinho massa de bolo crua em pequenas quantidades para me lambuzar enquanto vejo um filme, faço sopinhas de pão nos refogados enquanto cozinho e por aí fora. É escandaloso, eu sei, mas até há coisa de um ano e tal, o corpo não se ressentia.

Agora a coisa muda de figura. A Bimby engorda. E eu não quero engordar. Mas também não quero deixar de comer. Então entrou em cena o meu amigo trambolho. Ando activa como nunca. Todos os dias ando e corro na passadeira. Corro ainda muito pouco, porque a minha forma é tão má, que mal começo a correr, me fica a doer o coração e fico com os bofes de fora como se estivesse a correr há duas horas. Muito mauzinho mesmo. Mas nada se alcança sem tempo e persistência e por isso, vou continuar a fazê-lo e vou aumentando progressivamente o esforço. Vai-me ajudar também nas minhas aulas de ténis a ter mais pulmão e pernas. E é óptima a sensação de começar o dia a fazer desporto. Fico com energia para dar e vender.

Qualquer dia estou aí a correr a maratona. Não sem antes fazer umas farófias deliciosas na minha nova melhor amiga.

Momento alto do meu dia de ontem:

a Joana a tentar dizer a palavra substituição.

Estava a explicar-me que o lápis na escola já estava minúsculo, mas que tinha um segundo lápis de tustitição. Qué? Sustitição. Qué? Tistustição. What? Subscicição.

A próxima é "flexibilidade". Vai ser giro. (ahahah)

9.11.09

Já há algum tempo

que não falo na Joana e como estão a correr as coisas na escola. Depois daquele susto nos primeiros trabalhos de casa, a coisa começou a encarrilar e agora é um instantinho. Vê-se que tem gosto em fazê-los e às vezes ainda estou a pousar as coisas que trago da rua e quando dou por ela já está à secretária toda concentrada a fazê-los. Quando tem trabalhos aos fins-de-semana, fá-los logo na 6ª feira, sem ser preciso dizer nada. Diz que prefere assim, porque tem medo de se esquecer do que tem para fazer.

Já aprendeu as vogais todas e uma data de consoantes, já escreve frases, já lê uma data delas e já faz ditados. É impressionante a velocidade com que se aprende a ler. Já andámos pelos ditongos e agora andam a fazer divisões silábicas. E depois brinda-me com livrinhos feitos por ela com histórias sobre tomates que passam da Cátia para a Mimi e para a Lili e no fim a Lili até pula e tudo.

No caderninho dos trabalhos de casa, a letrinha é mais bem feitinha que esta, mas os desenhos são de bradar aos céus.
Diz que a professora ralha muito, que grita bastante e que muitas vezes ela e o colega de secretária até põem os dedos nos ouvidos. Coisa bonita sim senhora, a Professora ver-te nessa figura, tu vê lá. Mas não sendo um ralhete dirigido a si, passa-lhe ao lado. No outro dia veio cá para fora. Diz que se riu de qualquer coisa e que a professora a pôs na rua. Teve muita vergonha porque enquanto esteve lá fora, passaram várias pessoas inclusivé a sua educadora. Mas contou-me, o que já é bom. Começa sempre assim: Oh mãe não ralhes, está bem?

Na sala têm um quadrinho com pionéses que dizem respeito a vários critérios que são avaliados diariamente. Comportamento, apresentação dos trabalhos, trabalhos de casa etc etc. O melhor é o verde escuro e depois vai por aí fora pelo verde claro, amarelo, laranja, rosa, vermelho e por fim o preto que é o cabo dos trabalhos. As cores dela têm-se mantido pelo verde escuro e muito raramento um ou outro verde claro. Está na última fila e continua com bichinho carpinteiro, mas estando ao lado de um menino bem comportado, a coisa até tem corrido muito bem.


Está uma crescida, muito responsável. Lembra-se sempre de tudo e do que tem que levar, dos recados que tem que dar e das coisas que eu me vou esquecendo de mandar. É a minha memória externa, que eu agora só com post-its por todo o lado. Gosta de ser a responsável da turma, que tem, entre outras, a agradável função de pôr ordem na casa-de-banho das meninas nas horas dos xixis. Aborrece-se com algumas regras da sala, entre elas a de ter os bracinhos sempre em cima da mesa, cruzados. Nada de lápis a baloiçar entre os dedos e posições com cabeças pousadas nas mãos acompanhadas de ar de enfado. Tudo muito direitinho, parece que estão na tropa. Só lhes faz é bem.

Mas anda feliz. Gosta muito de aprender e vibra imenso cada vez que sabe que no dia seguinte vai aprender uma letra nova. Gosta do recreio dos grandes e para a encontrar lá ao fundo basta procurar a menina mais despenteada da escola. É incrível o estado em que ela fica ao fim do dia. Ninguém lhe dá um jeitinho e a ela não lhe faz mossa ter o cabelo à frente dos olhos. O que me enerva vê-la assim, com o cortinado na cara. Como passa o dia inteiro na sala em sentido, chega ao recreio e são rodas, pinos e futebol com os rapazes. Fica naquele estado descabelado com os atacadores dos sapatos todos desamarrados e a farda toda suja. Os atacadores já resolvi com super-cola3. No meio de um dia intenso de escola e brincadeira, lembra-se lá ela de os amarrar... Ou quando se lembra, põem-nos para dentro dos sapatos, por baixo dos pés. Não estive com coisas, dei 2 nós bem apertados, pus uns pingos de super cola e voilá, sempre um brinquinho.

Adora as aulas de informática e de expressão plástica. Agora quer aprender piano. Só falta falar francês. : )

2.11.09

1.11.09

Halloween.

Jantarinho com as amigas, como já é nossa tradição. E as abóboras passaram no controlo de qualidade.

30.10.09

Halloween.

Este ano decidi trazer abóboras da nossa horta do Alentejo em vez de ir ao mercado comprar uma bem feitinha mas que custa os olhos da cara. Estas não são cor-de-laranja, não têm o formato da praxe, são pequenas e tortas, já estão a apodrecer por fora, já têm mosquitinhos a rondá-las e mais uma semana e iam para o lixo. Mas são abóboras e por isso servem.

Logo à tarde já as vamos esquartejar.

Há 3 anos. Agora não acha muita graça, aliás já me pediu para guardar a mão de plástico nos caixotes da arrecadação. E tudo o resto principalmente os esqueletos de borracha que brilham no escuro e que a sua querida irmã lhe enfia no meio dos lençóis.

27.10.09

3 anos.

E meio. Já sabe mexer com o rato e imprimir as suas "extreme-makeovers". Pede-me para jogar à Barbie e ao MyScene. Abro dois tabs com os dois sites e ela vai andando entre um e outro. Faz as suas transformações de beleza e de decoração, lava e corta cabelos, a direito ou escadeados, estica ou faz permanentes, pinta unhas e trufas, escolhe toilettes consoante a ocasião, escolhe os acessórios e manda imprimir. E eu adoro vê-la a imprimir. Decorou que onde tem de clicar para isso acontecer é naquele botãozinho azul e depois clica nos outros azuis por aí fora e siga para bingo.

Os tinteiros cá de casa nunca duraram tão pouco.

21.10.09

A Rita tem 7 vidas.

Só pode. Cai de costas de uma altura de 1,80 num parque infantil e safa-se com um torcicolo. No Verão caiu de rabo lá de cima de um beliche e nada. Nem galos, nem hematomas.

Ontem leva com uma torre de dvd's de 2 metros de altura em cima e respectivos dvd's e safa-se com um arranhãozinho minúsculo no dedo.

Enquanto estava a arrumar a louça do jantar, ela estava na sala a escolher um dvd da estante. Nunca fez tal coisa mas ontem decidiu pôr os dois pés no primeiro degrauzinho da torre, a uns 5 cm do chão. O estrondo foi assustador e o grito dela foi impressionante. Enquanto corria para lá imaginei tudo em segundos, perninhas partidas, bracinhos virados para trás, cabeça aberta, tudo. Mas lá estava ela rodeada de dvd's e a torre a seu lado. Perguntava a Joana como é que ela não estava espalmada por baixo da torre e eu pergunto o mesmo.

Uma sorte dos diabos. Na cabeça aparentemente nada, mas uma pessoa imagina logo hemorragias internas e porcarias do género. Levou com uma torre de 2 metros de madeira, vá lá não é maciça porque é do Ikea, mas ainda assim, um peso descomunal. Depois de se acalmar e eu perceber que nada tinha para além do arranhão no dedo, pediu-me um crepe.

E tudo está bem quando pedem crepes com muita canela.

20.10.09

Desta chuva

só gosto do facto de ficar com o carro finalmente lavadinho.

Blog dos Convites

devidamente actualizado. : )

16.10.09

Bolsas para lenços de papel.

Lindas. Adoro os botões e o tecido às pintinhas no interior.
Feitas pela
Paula.

15.10.09

Sou cliente Pingo Doce.

Vou lá todas as terças-feiras. E não gosto nada do novo anúncio. Que é de fugir mesmo sem som. Mas não será por isso que deixarei de lá ir.

A não ser que tenham o jingle a tocar enquanto faço compras. Se ouço aquela voz agonizante de Janeiro a Janeiro a pairar o meu avio, então dou à sola.

É que não se aguenta. Parece a matança do porco.

14.10.09

Libelinhas ainda vá lá...

agora bichinhos esquisitos tipo aranhões microscópicos que saltam tipo pulguinhas é que já areia a mais para o meu camião.

Anteontem com o calor que esteve, tive as janelas da cozinha abertas o dia todo, incluíndo fim de tarde já com as luzes acesas e hora de jantar. Enquanto arrumava a louça começei a reparar nuns bichos, estes que descrevi, por todo o lado. Fáceis de aniquilar, mas mais que as mães. Enervada e já cheia de comichões andei feita louca à procura de uma batata podre ou de uma maçã que tenha rolado para um canto em estado de decomposição. Nada. Continuei a exterminá-los enojada. Não paravam de aparecer à minha frente, parecia gozação organizada.

O Nuno que chegou mais tarde e que me apanhou à beira de um ataque de nervos, desfigurada pela mórbida tarefa, também andou de rabo para o ar à procura da fonte. Quando de repente me diz Inês... com aquela voz de quem está à beira de me dar uma má notícia mas que não pode falar muito alto para não acordar o monstro. Olha... e aponta para o tecto.

Eram tantos. Colados no tecto da minha linda cozinha. Tantos.

Armei-me de aspirador em punho, tipo ghostbuster e eles nem reagiram. De repente estavam ali e depois já não estavam. Nem sabem o que lhes aconteceu à vida.


Depois lá vi que também havia vários colados aos vidros do lado de fora da janela. Percebi que como tenho um jardim e lagos mesmo à beira da minha janela, seria dali que eles vinham. Por causa do calor fora de horas, digo eu. Porque nunca tinha visto tal coisa.

Bichos tão estranhos. É a contrapartida deste calor outonal. Não podemos querer tudo.

12.10.09

Que início de Outono fabuloso.

Nem tenho fotos porque passei a tarde de Domingo dentro de água. Nós e elas. Foi mesmo um dos melhores dias de praia do ano. O mar estava delicioso. E aquele ventinho quente. E tivémos a companhia de uma quantidade anormal de libelinhas que andam por aí devido às altas temperaturas para a época. Eram às dezenas a fazer voos rasantes na praia.

Ontem: A Joana a jogar um joguito no telemóvel do pai, daqueles tipo Arkanoid. Nas férias passava o 1º nível sempre com as 3 vidas. Ontem perdia vidas atrás de vidas. Enervada como tudo, com um mau perder de bradar aos céus.

Eu: Tem lá calma. Tens que treinar, deixaste de jogar, perdeste o hábito.


Ela: (muito ofendida) Oh mãe, tu é que me roubaste o hábito!

Eu: (risos) Ouve lá, ó tótiça, tu por acaso sabes o que é o hábito?

Ela: Não. : )

8.10.09

Spectrum.

Se havia coisa que eu adorava fazer em criança, além de andar de bicicleta no largo onde morava, era jogar Spectrum. Tive um 48k que se tinha que ligar a um gravador de cassetes e ouvir aqueles ruídos iiiiiii-zzzzzzzz-rrrrrrr-eeeeeeee-iiiiiiii até ler o jogo. E depois "load aspas aspas". As cassetes com capas de fotocópia a preto e branco. Eram dias fantásticos na companhia de jogos tão simples, mas viciantes.

Mas agora posso matar saudades neste site onde estão todos os jogos possíveis e imaginários dos anos 80 e 90. Estão lá os meus preferidos: Chuckie Egg (principalmente o 2), Manic Miner, Bomb Jack, Pogo, Jet Set Willy, PacMan, Arkanoid, Turmoil, MadMix, Spy Hunter etc.

É a loucura. Hoje em dia só há jogos com não sei quantas dimensões e eu fico enjoada de morte. Nada como estes joguinhos com quase 30 anos para me ocuparem o tempo já tão ocupado. Corro é sérios riscos de não fazer mais nada na vida. De me esquecer de alimentar as minhas filhas ou mesmo de lhes lavar os cabelos. Ou ainda de me esquecer de ir dormir.

(dica via meu cunhado João que descobre sempre coisas fantásticas)

1.10.09

Pôr a Joana a vestir-se sozinha

e depois não fazer controlo de qualidade, é o que dá. Foi para a escola de pijama.

Quando lá chegou e foi à casa-de-banho é que reparou que por baixo da saia comprida do vestido ainda estavam os calções. Ficou tão receosa que os amigos a vissem naquela figura, que acabou lavada em lágrimas com a atrapalhação.


Mãe xéxé - Filha xéxé.

30.9.09

Buggy.

Um gozo.

29.9.09

Figos.


Deliciosos. Apanhados com a coroa na cabeça. Voltámos aos dias coroados. Chega a casa e põe-na na cabeça como se durante o dia lhe tivesse faltado uma parte de si. E só a tira para dormir.

Na escola ainda fica a chorar, mas sei que durante o dia anda espevitada e alegre. Mas todo o santo dia enquanto a visto de manhã me pergunta onde vamos, mãe? Mesmo estando de bata, deve ter uma ligeira esperança que seja sábado.

A Joana acalmou com os trabalhos de casa, que têm sido bem espaçados e mais rápidos de fazer. Não tem havido contornos nem pinturas, apenas letras e alguns desenhos. Desde que as aulas começaram que não houve um dia em que não fosse contente para a escola. Acho que se adaptou lindamente às novas exigências, apesar de se queixar aqui e ali e do comportamento começar a dar sinal de que vai descambar.

Mas em casa andam umas queridas. Os dias têm corrido tão bem que ou sou eu que ando com mais paciência ou as minhas filhas estão umas crescidas.

25.9.09

Estamos nós quase no Natal

e eu ponho-me aqui a falar de férias de Verão. O que vale é que já me passou a neura pós-férias. Este ano custou-me mais do que é costume voltar a Lisboa. Acho que me apetecia estar em todo o lado menos cá.

As férias, ai as férias. Acho que desde que a Joana nasceu que eu não tinha umas férias em que tivesse conseguido descansar tanto. Tirando horas de sono, que não foram por aí além, porque a Rita com menos 4 horas de fuso horário acordava sempre por volta das 6h, 6h30 da manhã, a desgraçada. Mas de relax fiquei eu cheia. De relax e de tapiocas, que me deram direito a uma barriga de tal forma redonda que achavam que eu podia estar à espera de bebé.

As meninas andaram felizes, a Rita finalmente perdeu o medo do mar, logo no primeiro dia em que se banhou no Brasil. A tal ponto que se divertia a ser enrolada pelas ondas na zona de rebentação. Acho que ajudou bastante a temperatura da água. Três anos depois ganhou finalmente confiança nas braçadeiras (aleluia!) e saiu dos degraus das piscinas. Foram horas seguidas dentro de água e tantos mergulhos logo no primeiro dia que eu cheguei a temer uma otite logo à chegada.

As duas deram-se melhor que nunca, muita rezinguice à mistura claro, mas acho que nunca as vi a brincarem tanto juntas.
De tal forma que consegui ler três livros, o que já não me acontecia há séculos.

Da gripe, nada, tirando o susto que apanhamos quando chegamos ao aeroporto e nos deparamos com toda a gente de máscara. Mas safámo-nos e foram umas férias sem ponta de remédios. As viagens de avião é que continuam cansativas. Para lá moeram-nos o juízo, principalmente a Joana que estava saturada até ao tutano. Depois de estoirar com a bateria do portátil e já não ter mais filmes para ver, foi "quando é que chegamos" de 2 em 2 minutos durante algumas horas. A Rita não tem a noção. Só quando aterrámos e sentiu o embate no chão é que ela perguntou se o avião já estava a andar. Achou provavelmente que ficámos ali parados no aeroporto dentro do avião aquelas horas todas.

Para cá, pacífico. Dormiram a viagem toda esparramadas uma por cima da outra e ainda por cima de nós. Claro que não preguei olho, até porque ficámos ao pé das casas-de-banho e tive a sensação que estava tudo incontinente. Foi uma romaria que não tem explicação. A noite inteira. E aquele autocolismo que parece que vai sugar o avião todo lá para dentro, é impossível de ignorar.

Para lá sempre foram de fraldas. A Joana ainda passou a vergonha de ser revistada no RX e da senhora olhar para ela e dizer tão grande e ainda de fralda??? Corou até às orelhas mas lá foi ela divertida com o enchumaço no rabiosque.

O tempo esteve fantástico, pouco choveu e a temperatura um sonho. O Nannai continua imbatível em termos de serviço. E tudo o resto, claro. Ficámos no bungallow de sempre que no fim nos deixa tantas saudades.

O único defeito do Brasil é não ter pôr-do-sol no mar. Porque de resto, show di bola!

21.9.09

Os livros.

Ontem às 23h ainda não tinha nada forrado. Fiz a minha fita e pedi ajuda ao Nuno que me disse que era especialista e que tinha sido ele a ensinar à mãe como se forravam livros. Ahahah.

Quando reparei que o livro que tinha forrado ficou cheio de migalhas nas dobras interiores, dei-lhe um chega para lá e agarrei o touro pelos cornos. Eis senão quando, me apercebi que tinha um jeitaço daqueles para a tarefa. Inchada de auto-confiança lá fui eu forrando cada um mais rápido que o outro. Em êxtase e com um esquema que funcionava, foi um instante até acabar. Pouca bolha e nada de migalhal, Nuno, vês?

Armadíssima em boa, irritante que só visto.

A Joana que já dormia e que me andou a chatear o fim-de-semana todo oh mãe tu não te esqueças, oh mãe tu vê lá que ainda tens tudo para forrar, oh mãe eu quero ver, é melhor não Joana, oh mãe já é de noite e ainda não forraste. Quando a fui aconchegar à noite, já ela dormia há duas horas, abriu um olho só e perguntou com a voz quase adormecida já forraste mãe?

18.9.09

Ontem

forrei o meu primeiro livro com papel autocolante. Nunca tinha passado por esta agradável experiência mas agora sou obrigada assim de rajada a forrar uns quantos livros de escola e mais uns cadernos. Tive a bela ideia de o fazer quase à hora de me deitar.

Não me orgulho lá muito do resultado final, mas pelo menos consegui não rasgar o livro e as bolhas até passam despercebidas. Da insónia é que não me livrei.


Resumindo: Um grande bem-haja à pessoa que inventou papel autocolante que descola e volta a colar sem levar as letras do livro atrás. Não a conheço mas já gosto dela.

17.9.09

Os TPC's. Uma comédia.

Hoje trouxe para casa o seu 1º trabalho de casa. Um entusiasmo daqueles. Dela e meu, confesso. Mas antes ainda brincámos e lá para as 18.30h achei boa hora para ela tratar do assunto para depois começar a ronda dos banhos-jantar-leite-etc-cama. Já sabia o que ela tinha que fazer e pareceu-me bastante simples. Apenas algumas pinturas no livro de Estudo do Meio. Pensei que em 15 minutos ficava despachada. Sim. Pois.

Começou logo a stressar porque não tinha a caixa de lápis igual à da escola. A que tinha em casa não tinha cor de pele e logo aí empancou porque tinha que pintar as caras das miúdas e a alternativa dava às bonecas ar de quem sofria de icterícia. Depois os lápis não estavam afiados. Toca de afiar os lápis. Todos. No meio de tantos afias daqueles que se vão acumulando ao longo dos anos, não havia um que não partisse o biquinho dos lápis um a um que acabaram todos com metade do tamanho.

Depois bora lá experimentar as 500 borrachas daquelas que também se vão guardando mas que vistas bem as coisas, só são giras, porque não apagam nada de jeito. Risca com lápis de carvão e apaga. Não, esta não é boa. Próxima. Naa. Próxima. Assim-assim. A da escola é que é boa mãe.

Depois finalmente a pintura. Todas as bonequinhas tinham que ser contornadas e depois é que são pintadas. Se por exemplo ela decide pintar a boneca com a tshirt azul clara, o contorno tem que ser azul escuro. And so on. E portanto ficava eternidades especada a olhar para a caixa dos lápis a escolher pares de cores para contornar e pintar. Mas quando eu digo eternidades, não estou a exagerar. Tinha que a chamar e trazer de volta à terra. No meio disto tudo decidiu arrumar a caixa por cores. Fantástico. Só me faltava agora um ataque de arrumação. Levantou-se "n" vezes. Pôs música. Foi à casa-de-banho. Mudou o disco. Chamou a Rita para o quarto dela e logo a seguir correu-a. Choramingou. Criticou a cadeira que era muito alta. Foi à janela. Despiu-se. Foi buscar bolachas. Amarrotou o livro. Uma hora já tinha passado e nós as duas à beira de um ataque de nervos. Não havia meio daquilo desenvolver. Dava trabalho e ela não estava para isso. Desesperada com os contornos e eu a rogar pragas à professora, que raio de ideia essa dos contornos, bonecos tão pequeninosm que irritação. Giro giro é pintar. Humpf.

Passado 1h30 decidi interromper para banhos e jantar e ela suspirou de alívio. Coitada, já me dava pena, mas ao mesmo tempo não queria acreditar que lhe estivesse a custar tanto. Ela que gosta tanto de trabalhar e de estar na secretária a pintar livrinhos de actividades.

Depois do jantar ainda se estatelou a alta velocidade contra uma esquina de uma porta e por um triz que não abriu o queixo. Ervilhas congeladas para baixar o inchaço e toca de voltar para a secretária. Mais meia hora e finalmente despachou o filme. Contornou tudo e pintou as meninas com roupas diferentes. Mas estava estoirada. Acabou de pé, rabo alçado, cadeira para trás e farta daquilo. O entusiasmo foi-se. O dela e o meu.

Abriu oficialmente a época dos tpc's. E o tempo que nos rouba, esta brincadeira.

Hoje

de manhã recebi no meu email esta surpresa da minha sogra. Nunca tinha visto esta foto e já nem me lembrava de quão cabeluda era a Rita quando nasceu. Aqui tinha poucos dias de vida e um cabelo que metia respeito. Tão pequenina. A mãozinha quente. O corpinho mole e relaxado. O remoinho no cabelo. Aquele cheirinho a natas.

As coisas na escola estão em fase dejá-vu. Depois dos dois primeiros dias terem corrido lindamente, voltámos ao filme do costume com a Rita a ter que ser arrancada do meu colo à força enquanto chora lágrimas gordas e me suplica que fique. Relembrei-me de como é angustiante ter que lhe voltar as costas e seguir em frente, ignorar o choro e sair depressa. Porque é isso que dizem, não prolongar, não prolongar. Despeço-me mas acho sempre que fica mais um beijinho por dar, mais um abraço protector, mais palavras tranquilizadoras por dizer. E detesto, detesto vir embora com esta sensação amarga. Chego a sentir dor física por ter que o fazer.

Não estava mentalizada para este 2º acto. Mas tento pensar na atenuantes, nos amigos que já conhece, nos adultos que a mimam e nos cantos da casa que já lhe são familiares. Agora é só uma questão de tempo. Que tudo cura.

14.9.09

De volta à escola.

Para a Joana, 1º dia do 1º ano do 1º ciclo.

Foi toda contente de farda nova e com a sua mochila de rodinhas, às moscas só com um estojo e uma caixa de lápis mas que daqui a uns tempos irá estar cheia de livros. Estrabuchou horrores por causa dos sapatos ortopédicos que de repente deixaram de servir. E eu, como nem imaginava que o pé já tivesse passado o 31, nem experimentei com antecedência. Por isso que remédio teve ela senão ir com os dedos encarquilhados com a promessa que hoje lhe comprava uns novos. Afinal estavam as miúdas todas de sandálias. (Calduço na mãe). Pensei que fosse norma terem de ir com meia até ao joelho e por isso pus de parte a sandália para não ficar com ar de turista alemão. Amanhã já vai de pé ao léu e os sapatos novos ficam para mais tarde.

Sem nervoso miudinho lá foi ela escada acima com a sua mochila grande para o começo da escola a sério. Zero de ansiedade, talvez por não termos falado exageradamente no assunto e por ter na sala os seus amigos de sempre. Saudades da sua educadora, isso sim, que mandou um recadinho amoroso a cada um a desejar boa sorte e muitas saudades.


A Rita. Depois de umas férias em que andou sempre tão contente, tanta praia, tanta piscina e deitares tardios, o regresso à escola causou-me alguma ansiedade. A mim, que sou a mãezinha que sofre por antecipação. Ela, nem aí. Passei o domingo angustiada com pena de a ter que largar lá novamente. Mas mesmo tendo dormido pouco mais de 8 horas porque os horários de férias não se mudam de um dia para o outro, lá acordou rouquinha de sono mas bem disposta.

Ainda atirou para lá um não quero ir à cola mas riu-se com ar de marota logo a seguir, como se soubesse que aquela cassete já não pega. Estive algum tempo com ela na sala enquanto explorava o novo território, fez colares de missangas sentadinha na mesa sempre a certificar-se que não me ia embora. No fim com alguma lagriminha já a querer saltar, saquei do meu trunfo de mãe desesperada para não prolongar demasiado a minha presença e prometi uma prendinha ao final do dia para festejar a coragem dela. E lá ficou, sentadinha de volta dos brinquedos novos e disse-me até logo. Sem lágrimas nem fitas.

Saí levezinha.


(Nos próximos dias posts-mete-nojo sobre as férias. Beware.)

7.8.09

Vamos de férias.



E eu conto acabar o livro que estou a ler e conseguir ler mais dois. Não engordar muito com tapiocas e bolos caseiros. Libertar-me delas sem culpas. Reeducar a Rita e acabar com as interrupções ao segundo. Acabar com as queixinhas constantes. Não apanhar gripe A. Conseguir que a Rita acorde depois das 8 da manhã. Não ter que usar os aerossóis. Ver a série 7 do 24 toda. Não me enervar se não quiserem comer. Tentar que brinquem mais as duas. Tirar muitas fotografias debaixo de água com a máquina que ganhei num concurso. Nadar muito. Não ser comida pelos mosquitos.

Descansar. Descansar. E já agora descansar.

4.8.09

No fim-de-semana



fomos para o "nosso" Alentejo, mas andámos a passear. No sábado fomos até ao Alqueva e descobrimos lagos, ribeiras e praias fluviais onde tomámos umas belas banhocas refrescantes.

No sábado, por acaso passámos no Redondo e demos de caras com a Festa das Ruas Floridas onde cada rua está decorada com um tema e papel colorido. Fiquei impressionada com o trabalho e a perfeição. Sei que em Campo Maior também há uma festa deste género de 4 em 4 anos. Esta é de 2 em 2 anos e vale mesmo a pena. É um trabalho fantástico. Se quiserem lá dar um saltinho, é só até dia 9 de Agosto.

31.7.09

A Rita

que ainda tem bochechas fofinhas de bebé e barriga espetada estilo Biafra (que para mim é o supremo sinal ainda da bebezice) entrou na fase dos cocós, rabos e pilinhas. Se estiver avariada com sono e com ataques de riso então mete cocó frase-sim frase-sim. Agora ela é a Rita Ranheta e a Joana Cocó e eu e o Nuno prefiro nem divulgar aqui.

Mas o feitio anda uma desgraceira. É o seu alter-ego como diz uma amiga, porque ela que é mansa, mansa, mansa e bem diposta a maior parte do tempo anda agora zangada, completamente do contra, teimosa como um burro, respondona, muito muito impaciente e com dotes para a peixeirada. No outro dia não queria ir tomar banho. Depois de muita paciência lá a consegui enfiar dentro de água e ali ficou na piscina a brincar. Passado um bocado, ouvi um murmúrio fui espreitá-la às escondidas e com voz repetitiva dizia: a mãe é má, a mãe é má (carregando no com sons guturais). Isto vezes e vezes seguidas. Fez-me lembra aquela cena do Shining:
redrum (as coisas de que eu me lembro).


Depois lá amansa e entra na espiral do disparatinho. Mais divertida mas não menos desesperante. Com a Joana a dar backup parece uma casa de malucos. Mas o mau feitio trouxe-lhe uma criatividade empolgante e é vê-la horas e horas a desenhar sem fim. Folha e folhas com desenhos novos, variados e perceptíveis. Manda-me embora quando está a criar a parece daqueles artistas loucos rodeados de material, folhas, canetas, tesouras e ela ali mergulhada na sua "arte"

Este último mês na escola em modo-férias esteve em constante convívio com miúdos dos 3 aos 9 anos, coisa que não aconteceu durante o ano lectivo em que os pequeninos estão num recreio só deles. E pode ser bem daí que vêm as respostas tortas e o mau génio em geral. Até brinco com ela e pergunto-lhe Quem és tu?! O que fizeste à minha Ritinha?! Tu és a Francisquinha, devolve-me a Rita por favor!! e ela fica danada Não xou nada, xou a Rita. Xou a Rita. Xou a Rita!! e remata com mais um som gutural.

Ou as férias a vergam ou vai ser divertido.

30.7.09

Antes e depois.


3 anos e meio depois de nascer coitadita lá tem direito a uma cama nova, decente, e grande para se esticar à vontade. Gira e com gavetão como eu queria. Delirou com os lençóis novos das Petshops e o colchão, ai aquele colchão queria eu para mim. Só ainda não começou a acordar depois das 8h mas a isso lá chegaremos. I hope.

(obrigada à comentadora que me deixou a dica da Oficina Rústica!)

29.7.09

Fã deste blog:

Simplifica-te.

Achei bem útil esta dica, porque eu tenho o péssimo hábito de enfiar tudo no frigorífico sem película aderente porque tenho lá tempo ou paciência para desenrolar aquela coisa transparente da qual nunca encontro o começo e que se pega a tudo e que fica toda torta quando a corto à má fila.

E esta que bem jeito me vai dar no desfralde nocturno da Rita, que ando a adiar há séculos. As fraldas ainda vêm carregadas. Se calhar até é por isso que ela acorda tão cedo. Mas falta-me energia agora para isto. Em Setembro tratamos do assunto.

E nem a propósito,

ontem dei com elas assim.

28.7.09

Gostava que a relação da Joana e da Rita fosse um bocadinho mais cúmplice e unida. Anda sempre cada uma para seu lado e lá uma vez por semana se lembram de brincar um bocadinho juntas. Isto fora o tempo em que se estão a dar mal ou à "estalada". Ou a chamar-me para queixinhas constantes.

A Joana não aproveita a companhia da Rita que adora brincar às escolas, aos pais e às mães e ao faz de conta. Tudo depende muito da Joana, que se estiver para aí virada e com alguma paciência, tudo corre bem. Se começa naquele stress que a Rita lhe estraga os castelos na praia ou que lhe pisa não sei o quê, ou que não obedece a tudo o que ela lhe diz, está o caldo entornado. A Rita também tem o seu lado teimoso e muitas vezes não está para isso, dá meia volta e vai-se embora. Depois têm os tais momentos-êxtase em que brincam à gargalhada uma com a outra, normalmente são coisas malucas do género desfazer o sofá todo da sala e andarem por ali aos saltos ou a atirarem-se uma para cima da outra.

Têm 3 anos de diferença e personalidades bem diferentes e é normal que os interesses não sejam partilhados muitas das vezes, mas há tanta coisa que podiam aproveitar uma da outra que muitas vezes me sinto frustrada de as ver tão quezilentas, tão queixinhas e tão pouco solidárias. Já não é a primeira vez que a Joana ao ver-me ralhar com a Rita, se põe do meu lado a cascar na irmã. Já aconteceu, há algum tempo atrás, ela fazer precisamente o contrário e dizer-me oh mãe, coitadinha da Rita, deixa-a lá. Mas ultimamente junta-se ao ralhete e ainda põe água na fervura. É logo recambiada para o outro canto da casa.

Na escola sinto que a Rita se pendura muito na irmã naquele momento da separação ainda doloroso. Ou assume logo que é para a choradeira e lá fica ao colo de alguma auxiliar ou então fica ali à beirinha do choro, mas a aguentar-se quase quase no limite. Nesses dias, como hoje, pede a mão à Joana e quer ficar colada ela. A Joana revira os olhos e como 4 anos depois de ter entrado para a escola e adorar a escola, ainda tem o seu momento congelante quando lá chega em que demora uns minutos a mudar para "modo-escola", fica doida de ter que ficar a dar-lhe a mão. Muitas vezes recusa e anda a Rita atrás dela a pedinchar a mão e ela a fugir a dizer oh mãe! Nestas alturas exijo que ela seja melhor irmã, mais amiga e porto seguro da Rita. Mas a maior parte das vezes não consigo. Fico triste e desiludida com ela. Estarei eu a exigir demasiado?

Pergunto-me se isto virá da maneira como foram criadas até agora ou se é mesmo assim. O que poderíamos ter feito para elas serem mais unidas? Se isto muda com o tempo, se é uma fase como nós gostamos de apelidar a algo com o qual não concordamos e queremos que passe... Ou se é uma coisa natural com a qual nem me devia preocupar.

24.7.09

Esta noite

dormiram um bocado mal as miúdas. Acordaram várias vezes, pesadelos, insónias a meio da noite e resmunguices várias. E eu pergunto-me se não terá sido por ter tido a fantástica ideia de, antes de as deitar, pôr a casa toda às escuras e andar a meter-lhes medo e a pregar-lhes sustos. Uuuuuuáááááááááá! Na altura deliraram e gritaram como se estivessem no combóio-fantasma. Mas depois...

Enfim, foi a ideia do ano.

Tenho que ver mais Rucas e aprender umas coisas com a mãe dele.

Um das coisas

que me lembrei para despistar a gripe A nos aviões e aeroportos na nossa viagem ao Brasil em Agosto, é pôr as miúidas de fralda e evitar idas às casas-de-banho. Antros de bicharada.

Ontem fizeram as duas uma passagem de modelo de fralda e foi de escangalhar ver a Joana, grande como é, com uma fralda no rabiosque. Andou aí aos saltos pela casa só de fralda num risota pegada. A Rita muito orgulhosa da mana estar a usar uma coisa só sua
(que ainda as usa para dormir) e quis ser ela a pô-la. A Joana deitada e a Rita a pegar-lhe nas pernas e a enfiar-lhe ali por baixo uma fralda. Hilário. Fiquei contente que aquele tamanho lhe sirva minimamente. Assim escuso de comprar uma Tena-Lady para a miúda. : ) Fez um xixi para experimentar a absorção e ficámos convencidas.

Outra das coisas que vamos fazer é ir para o aeroporto as quatro horas antes, fazemos o check-in, voltamos para casa e só regressamos pouco tempo antes do voo. Escusamos de andar por lá a laurear a pevide em ambientes fechados e com muita concentração de gente vinda de todo o lado. E depois levamos o belo do alcool em gel para nos irmos desinfectando. Por lá andamos basicamente sempre em espaços abertos e como estamos no Nordeste estamos bem melhor do que se estivéssemos no sul do País onde tem havido a maior parte dos casos.
Há-de correr tudo bem, tenho a certeza.

O ano passado era o dengue, este ano a gripe. Irra que já não se fazem férias descansadas.

23.7.09

A saga


da coroa e brincos continua e agora até nos desenha às três bem apetrechadas também com uns brincos gigantes e coroadas. Só o Pai é que se safou. No outro dia no consultório da pediatra estava uma menina a dizer à mãe que também queria uma coroa daquelas e a mãe enquanto me olhava de lado, disse-lhe que sim, que lhe comprava uma, mas que essas coisas só se podiam usar quando fosse Carnaval. Ahahahah, coitada da miúda, que só pode ser pirosa no Carnaval. Mas tenho que começar a criar regras para a coroa, porque qualquer dia somos multadas na rua por atentado ao bom gosto.

Andamos afanaditas, a Joana com uma amigdalite que lhe deixou as amígdalas gigantescas como duas batatas. A Rita lá se vai aguentando, a sua amiga farfalheira já voltou e vai-se safando ainda assim com ajuda dos aerossóis e do xarope de equinácea para lhe estimular as defesas. Eu ando constipada há quase 2 semanas e não há meio de ficar boa. Ando sempre a gabar-me que nunca adoeço e agora toma lá que já almoçaste. Não é gripe porque não tenho febre, mas há dias em que parece que apanhei uma tareia. Mas antes antes das férias do que durante. Em Agosto temos que estar finas. E o tempo ou arrebita ou quero o livro de reclamações.

20.7.09

Esta foi a figura


da Rita durante o fim-de-semana em Santa Cruz. Desde o levantar até ao deitar. Asas aos ombros, coroa na cabeça, brincos nas orelhas e sapatos de bailarina nos pés. Parecia uma ciganita apanhada ali na feira com os berloques todos a que tinha direito. Só faltam as luzes psicadélicas na coroa. Tiravam-lhe as asas, tiravam-lhe a alma. Ai de mim que me atrevesse a fazê-lo.

Tão coquete que esta me saiu. Uma fornada pirosa. Mas é giro ter uma filha pirosa. A outra é toda bicicleta, ténis nos pés e bolas de futebol. É engraçado ter os dois lados. Tão opostas em tantas coisas. Começando pela cor preferida de cada uma. Rosa e Azul. Adivinham qual é de qual? Tão fácil, não é?

15.7.09

No Alentejo


agora temos umas galinhas poedeiras que fazem as delícias principalmente da Joana que passa o dia a querer ir galinhar. Deixa-as sair para passearem um bocado e comerem umas pedrinhas e depois pega-lhes ao colo uma a uma, dá-lhes festas e volta a pô-las dentro de casa. Ao princípio tinha medo que mordessem mas a partir do momento que percebeu que elas são muito mansas, ganhou confiança, pega nelas e põe-nas no poleiro, ou dentro da caminha onde põem os ovos e dá-lhes de comer. A Rita gosta mais de ir buscar os ovinhos e depois anda com eles que tempos nas mãos e deixa-os por aí, onde calha.

A unha da Rita já andava a ameaçar e caiu finalmente este fim-de-semana. Não me disse nada e fiquei a saber enquanto fazia a cama dela e descobri um objecto não identificado perdido entre os lençóis. Uma coisa morta, velha e roxa.

Lá andava ela como se nada fosse e até encontrou um frasco de verniz, pintou as unhas a si própria e a defeituosa também foi envernizada. Está tipo uma unha de dedo mindinho num polegar. Uma coisa linda. Às vezes mexe-lhe como se nada fosse e a mim arrepia-me até à medula. Outras vezes como ontem, tinha um belo dum macaquito colado no dedo e na unha e nem me deixava aproximar para o lavar. É conforme a onda. Mas é mil vezes mais corajosa que eu, isso é.

Lá no Alentejo agora dormem num beliche. Foi a loucura. Eu toda contente porque finalmente posso virar-me na cama sem acordar a Rita e posso ir à casa-de-banho sem tropeçar numa a dormir no chão numa ready-bed e na cama da outra mesmo no caminho. A Joana toda contente por dormir nas alturas e a Rita toda contente porque finalmente tem uma cama para se poder esticar à vontade. Dormiu que nem uma doida até às 10h da manhã! Aqui ainda dorme numa cama de grades que já está tão velha que tem uns livros a segurá-la para não se desconjuntar e sempre que ela se vira bate com um braço ou uma perna nas grades e acorda e por isso não passa das 8h e pouco da manhã. Mas ando com dificuldade em encontrar uma cama de corpo e meio com gavetões (para guardar a tralha). No Ikea há umas, mas além de serem caras, são fraquinhas e abanam por todos os lados. Já corri a moviflor e a conforama e são todas de fugir. Já pensei em mandar fazer por medida mas queria ver mais lojas. Aceitam-se sugestões. : )

8.7.09

Gosto de vestir as manas


de igual ou então com ligeiras diferenças nas cores ou nos pormenores. Na Zippy encontrei estas t-shirts que se enquadram lindamente nas personalidades de cada uma. A branca é a cara da Rita, que é alegre por natureza, muito sorridente, luminosa e enérgica. Chamo-a muitas vezes Little Miss Sunshine e achei imensa graça quando vi a t-shirt.

Ao lado estavam outras, mas esta amarela encaixa-se que nem uma luva na Joana. Miss Chatterbox (Menina Faladora). Na escola sempre faladora. Em casa idem idem aspas aspas. Blá blá blá blá blá.

Para mim, que também sou gente, devia haver uma de Miss Bossy. Ou Miss Sleepy ou Miss needing new sandals ou Miss always hungry ou Miss Ferrero Rocher ou Miss farta de vento.

Ou então Miss needing vacations.

3.7.09

Ainda dos finalistas.


Queríamos dar qualquer coisa de original à educadora e à auxiliar que tão bem cuidaram dos nossos filhos nestes últimos 4 anos. Há alguns meses atrás surgiu a ideia de fazermos um livro de caricaturas como há muitos anos havia o hábito de se fazer quando se acabava o curso. O curso à séria e não a pré-primária! Até pensámos em fitas mas essa ideia acabou por ficar pelo caminho e a das caricaturas avançou. Aqui mostro só a da Joana mas o livro ficou espectacular. À Joana desagradou-lhe profundamente os pensos espalhados pelas pernas e braços mas adorou o cachecol do Benfica.

Depois quis ainda que a Joana lhes oferecesse um miminho e a Matilde conseguiu, como sempre, fazer algo especial.


2.7.09

Ontem

9 anos de casamento. Mais os 500 de namoro, já estamos juntos há uma vida! Parabéns a mim e a ti.